Empresas do Grupo em 2015




Energisa Minas Gerais

Energisa Minas Gerais é uma distribuidora de energia elétrica que atende a mais de 433 mil consumidores e uma população de aproximadamente um milhão de habitantes em 65 municípios do estado de Minas Gerais e um no estado do Rio de Janeiro.

A Companhia, dentre inúmeras ações relevantes, manteve, em 2015, o foco na excelência na prestação de serviços e no relacionamento com os consumidores, características que evidenciam a posição privilegiada dos indicadores de satisfação em pesquisas com os consumidores. A Energisa Minas Gerais foi a grande vencedora do Prêmio IASC - índice Aneel de Satisfação do Consumidor, como a melhor empresa das regiões Sul e Sudeste, em face de pesquisa junto aos clientes, realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na categoria de 30 mil a 400 mil clientes residenciais.

A Energisa Minas Gerais também obteve a 4ª colocação no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que avalia as melhores empresas do Brasil. A Aneel leva em conta dois indicadores de desempenho que mostram o tempo e a quantidade de vezes que o consumidor ficou sem energia no ano: o DEC (duração equivalente de interrupção por unidade consumidora), que indica o número de horas, em média, que o consumidor ficou sem energia elétrica; e o FEC (frequência equivalente de interrupção por unidade consumidora), que mede quantas vezes, em média, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica. Os limites são definidos pela Aneel para cada distribuidora.

A Energisa Minas Gerais também foi uma das empresas premiadas na 5ª edição do Prêmio José Costa, realizada em outubro de 2015, uma iniciativa do Jornal Diário do Comércio em parceria com a Fundação Dom Cabral. Com o tema “Resiliência e Gestão Responsável – Novos modelos para novos tempos”, a premiação contemplou empresas e empreendedores do Estado. A Energisa Minas Gerais foi agraciada na categoria Infraestrutura pelo desempenho, gestão responsável e contribuição ao desenvolvimento do Estado, por meio dos constantes investimentos na implementação de uma política consistente de responsabilidade social e ambiental.

Resultados Operacionais

Descrição 2015 2014 Variação %
Resultados – R$ milhões
Receita Operacional Bruta 990,8 684,2 + 44,8
Receita Operacional Bruta, sem receita de construção 923,8 642,8 + 43,7
Receita Operacional Líquida 597,9 490,3 + 21,9
Receita Operacional Líquida, sem receita de construção 530,9 448,9 + 18,3
Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (EBIT) 58,5 61,2 - 4,4
EBITDA 84,3 80,6 + 4,6
EBITDA Ajustado (*) 92,3 86,3 + 7,0
Resultado financeiro (28,4) (26,0) + 9,2
Lucro Líquido 25,0 23,0 + 8,7
Indicadores Financeiros - R$ milhões
Ativo Total 764,3 586,8 + 30,2
Caixa/Equivalentes de Caixa/Aplicações Financeiras 89,8 21,0 + 327,6
Patrimônio Líquido 198,2 91,3 + 117,1
Endividamento Líquido 211,1 266,4 - 20,8
Indicadores Operacionais
Número de Consumidores Cativos (mil) 433,5 425,8 + 1,8
Vendas de energia a consumidores cativos (GWh) 1.219,8 1.208,6 + 0,9
Energia Elétrica Total Distribuída (GWh) 1.610,0 1.587,4 + 1,4
Perdas de Energia (% últimos 12 meses) 9,70 9,13 + 0,57 p.p
Indicador Relativo
EBITDA Ajustado/Receita Líquida (%) 15,4 17,6 - 2,2 p.p
Endividamento líquido/EBITDA Ajustado 12 meses (vezes) 2,3 3,1 - 25,8
(*) EBITDA Ajustado: EBITDA mais acréscimos moratórios de contas de energia.

Em 2015, a Energisa Minas Gerais apresentou receita operacional bruta, sem a receita de construção que é atribuída margem zero, de R$ 923,8 milhões, ante R$ 642,8 milhões registrados em 2014, um aumento de 43,7% (R$ 281,0 milhões). A receita operacional líquida, também deduzida da receita de construção, cresceu 18,3% (R$ 82,0 milhões) no período, para R$ 530,9 milhões, conforme mostra a tabela a seguir:

Dentre os fatores que impactaram as receitas se destacam:

Gestão das perdas de energia: Em 2015, as perdas de energia apresentaram elevação de 0,57 ponto percentual e estão situadas em um baixo patamar de 9,70%.

Em 2015, a Energisa Minas Gerais registrou lucro líquido de R$ 25,0 milhões, ante os R$ 23,0 milhões registrados em 2014, crescimento de 8,7%. A geração operacional de caixa (EBITDA ajustado) atingiu R$ 92,3 milhões em 2015, contra os R$ 86,3 milhões apurados no ano anterior, aumento de 7,0%.

As despesas operacionais, excluindo os custos de construção, totalizaram R$ 472,5 milhões em 2015, crescimento de 21,6% (R$ 84,0 milhões), quando comparado com 2014. Desse total, as despesas controláveis cresceram 6,1% (R$ 6,2 milhões), totalizando R$ 108,1 milhões. Por sua vez, as despesas não controláveis cresceram 25,2%, totalizando R$ 320,7 milhões, decorrente da elevação dos custos da energia elétrica comprada em função da hidrologia desfavorável no país.

Com base nos resultados alcançados em 2015, a administração da Companhia irá propor à Assembleia Geral a distribuição de dividendos à conta do exercício no valor de R$ 23,7 milhões (R$ 52,5901267547 por ação), dos quais R$ 14,8 milhões (R$ 32,9025809607 por ação) já foram pagos em 29 de janeiro de 2016. Os dividendos complementares (R$ 8,9 milhões ou R$ 19,687545794 por ação) serão pagos em data a ser definida.

Investimentos

Com foco em projetos que visam ao aprimoramento da qualidade dos serviços prestados e satisfação dos seus clientes, a Energisa Minas Gerais investiu ao longo dos últimos cinco anos aproximadamente de R$ 277 milhões, dos quais R$ 68,6 milhões em 2015, o que representa um aumento de 38,6% em relação aos valores investidos no ano anterior.

Investimentos

Investimentos - Minas Gerais Valores em R$ milhões

Entre as realizações em 2015, destacam-se:

Índices DEC e FEC

Gestão da Inadimplência: Em 2015, o índice de inadimplência apresentou um crescimento de 0,13 ponto percentual, tendo se situado em 1,29%.

A manutenção dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) em níveis abaixo dos limites regulatórios é um fato a destacar, fruto dos investimentos realizados com base no adequado planejamento das necessidades do sistema, bem como da boa resposta operacional verificada nos tempos de atendimento por parte das equipes de campo.

Em 2015, o DEC e o FEC apresentaram pequena elevação em função de ocorrências relevantes nas fontes de suprimento externo, as quais afetaram toda a região da Zona da Mata de Minas Gerais, regiões serranas e dos lagos do Rio de Janeiro nos meses de janeiro e novembro de 2015. Ainda assim, os resultados ficaram significativamente abaixo dos limites regulatórios, conforme mostram os gráficos a seguir:

Índices
DEC e FEC

Índices DEC e FEC - Energisa Minas Gerais

Mercado de energia: Em 2015, as vendas de energia elétrica a consumidores finais (mercado cativo), localizados na área de concessão da Energisa Minas Gerais, somadas à energia associada aos consumidores livres (TUSD), 1.556,0 GWh, redução de 1,4% em relação a 2014. A classe de consumo que mostrou melhor desempenho foi a rural, com crescimento de 6,5% no ano, seguida pelas classes comercial e residencial, que apresentaram aumento de consumo de 1,6% e 1,3%, respectivamente, no período. O consumo industrial, considerando os mercados cativo e livre, reduziu 7,9% em 2015.

Energisa Paraíba

A Energisa Paraíba é uma distribuidora de energia elétrica que atende a mais de 1.355 mil clientes e uma população de aproximadamente 3,3 milhões de habitantes em 216 municípios do Estado da Paraíba, em uma área de 54.595 Km².

A Companhia manteve, em 2015, o foco na excelência na prestação de serviços e no relacionamento com os consumidores, característica que evidencia a posição privilegiada dos indicadores de satisfação em pesquisas com os consumidores. A Energisa Paraíba foi vencedora do Prêmio Abradee 2015 - Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, conquistando a melhor avaliação na categoria Gestão Operacional, entre as empresas com mais de 500 mil consumidores.

A Energisa Paraíba também obteve a primeira colocação no Prêmio Eloy Chaves entre as distribuidoras que possuem mais de 2.000 colaboradores em sua força de trabalho, por destacar-se em índices de segurança e prevenção de acidentes de trabalho. A Medalha Eloy Chaves foi criada em 1980, com o objetivo de premiar as empresas de energia elétrica de todo o Brasil destacadas pela prevenção de acidentes de trabalho.

Resultados Operacionais

Em 2015, a Energisa Paraíba apresentou receita operacional bruta, sem a receita de construção que é atribuída margem zero, de R$ 2,1 bilhões, ante R$ 1,6 bilhão registrados em 2014, um aumento de 30,4% (R$ 495,8 milhões). A receita operacional líquida, também deduzida da receita de construção, apresentou crescimento de 18,0% (R$ 203,5 milhões) no período, para R$ 1,3 bilhão.

Descrição 2015 2014 Variação %
Resultados – R$ milhões
Receita Operacional Bruta 2.259,4 1.797,1 + 25,7
Receita Operacional Bruta, sem receita de construção 2.125,2 1.629,4 + 30,4
Receita Operacional Líquida 1.469,4 1.299,4 + 13,1
Receita Operacional Líquida, sem receita de construção 1.335,2 1.131,7 + 18,0
Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (EBIT) 248,4 176,4 + 40,8
EBITDA 306,4 230,1 + 33,2
EBITDA Ajustado* 339,6 249,8 + 35,9
Resultado financeiro (148,7) (37,6) + 295,5
Lucro Líquido 107,0 119,4 - 10,4
Indicadores Financeiros - R$ milhões
Ativo Total 2.156,4 1.794,7 + 20,2
Caixa/Equivalentes de Caixa/Aplicações Financeiras 258,0 83,7 + 208,2
Patrimônio Líquido 694,8 671,5 + 3,5
Endividamento Líquido 569,3 430,2 + 32,3
Indicadores Operacionais
Número de Consumidores Cativos (mil) 1.355,2 1.312,8 + 3,2
Vendas de energia a consumidores cativos (GWh) 3.780,0 3.786,1 - 0,2
Energia Elétrica Total Distribuída (GWh) 4.379,7 4.321,2 + 1,4
Perdas de Energia (% últimos 12 meses) 12,47 12,08 + 0,39 p.p
Indicador Relativo
EBITDA Ajustado/Receita Líquida (%) 23,1 19,2 + 3,9 p.p
Endividamento líquido/EBITDA Ajustado 12 meses (vezes) 1,7 1,7 -
*EBITDA Ajustado: EBITDA mais acréscimos moratórios de contas de energia.

Dentre os fatores que impactaram as receitas se destacam:

Gestão das perdas de energia: Em 2015, as perdas de energia apresentaram elevação de 0,39 ponto percentual e estão situadas em um patamar de 12,47%. Este aumento percentual pode ser atribuído, predominantemente, a dois fatores: migração de consumidor industrial para a rede Básica, reduzindo o mercado em aproximadamente 100 GWh/ano; crise econômica emergida neste período, com reflexo na retração do consumo de energia.

As despesas operacionais, excluindo os custos de construção, totalizaram R$ 1,09 bilhão, em 2015, crescimento de 13,8% (R$ 131,5 milhões) quando comparado com 2014. Desse total, as despesas controláveis cresceram R$ 16,6 milhões, totalizando R$ 230,2 milhões.

Em 2015, as despesas não controláveis cresceram 21,0%, totalizando R$ 775,7 milhões, decorrente da elevação dos custos da energia elétrica comprada em função da hidrologia desfavorável no país.

A Energisa Paraíba registrou, em 2015, lucro líquido de R$ 107,0 milhões, ante os R$ 119,4 milhões registrados em 2014. A geração operacional de caixa (EBITDA ajustado) atingiu R$ 339,6 milhões em 2015, contra os R$ 249,8 milhões apurados no ano anterior, aumento de 35,9%, decorrente, em grande parte, do maior crescimento das receitas líquidas, vis-à-vis o aumento dos custos operacionais.

Com base nos resultados alcançados em 2015, a administração irá propor à Assembleia Geral a distribuição de dividendos à conta do exercício no valor de R$ 62,1 milhões, já integralmente pagos em:

Investimentos

Com foco em projetos que visam ao aprimoramento da qualidade dos serviços prestados e satisfação dos seus clientes, a Energisa Paraíba investiu ao longo dos últimos cinco anos aproximadamente de R$ 722,7 milhões, dos quais R$ 129,5 milhões foram em 2015.

Investimentos

Investimentos Energisa Minas Gerais Valores em R$ milhões

Entre as realizações em 2015, destacam-se:

Índices DEC e FEC

Gestão da Inadimplência: Em 2015, em função do quadro econômico, o índice de inadimplência apresentou um pequeno aumento de 0,04 ponto percentual, tendo se situado em 1,84%.

A redução dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), em 2015, é um fato a destacar, fruto dos investimentos realizados com base no planejamento correto das necessidades do sistema, bem como de ações específicas realizadas. O DEC e FEC apresentaram redução de 13,1% e 18,6%, respectivamente, sendo os menores indicadores já registrados na história da empresa.




Indicadores operacionais 2015 2014 Variação %
Perdas de energia do sistema próprio (%) 12,47 12,08 + 0,39 p.p
Inadimplência dos consumidores nos últimos 12 meses (%) 1,84 1,80 + 0,04 p.p
Pendente (faturamentos mensais a receber) – nº 0,88 1,17 - 24,8
DEC (Duração Equivalente de Interrupções por Consumidor) – horas 18,26 21,01 - 13,1
FEC (Frequência Equivalente de Interrupções por Consumidor) – vezes 7,99 9,82 - 18,6
ISQP (Índice de Satisfação da Qualidade Percebida) - Abradee 77,20 87,10 - 11,4
IASC (índice Aneel de Satisfação do Consumidor) 63,08 72,73 - 13,3

Mercado de energia: Em 2015, as vendas de energia elétrica a consumidores finais (mercado cativo), localizados na área de concessão da Energisa Paraíba, somadas à energia associada aos consumidores livres (TUSD), totalizaram 4.225,2 GWh, ante os 4.227,3 GWh registrados em 2104. A classe de consumo que mostrou melhor desempenho foi a comercial e rural, com igual crescimento de 4,4%, seguida pela classe residencial que apresentou aumento no consumo de 3,8% no período. O consumo industrial, considerando os mercados cativo e livre, reduziu 10,6%, em 2015. A energia total distribuída em 2015 foi de 4.379,7 GWh, ante os 4.321,2 GWh registrados em 2014, ou seja, aumento de 1,4%.



Energisa Nova Friburgo

A Energisa Nova Friburgo é uma distribuidora de energia elétrica que atende a aproximadamente 102 mil consumidores no município de Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro.

A companhia manteve o foco na excelência na prestação de serviços e no relacionamento com os consumidores, característica que evidencia a posição privilegiada dos indicadores de satisfação em pesquisas com os consumidores. Em 2015, a Energisa Nova Friburgo recebeu o Prêmio Eletricidade da Revista Eletricidade Moderna - Melhor Evolução Nacional, no grupo de empresas médias (companhias com mais de 40 mil consumidores).

A Energisa Nova Friburgo também obteve a quinta colocação no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que avalia as melhores empresas do Brasil, sendo a distribuidora que mais evoluiu, com um avanço de nove posições em relação a 2014. A Aneel leva em conta dois indicadores de desempenho que mostram o tempo e a quantidade de vezes que o consumidor ficou sem energia no ano: o DEC e o FEC.

Resultados Operacionais

Em 2015, a Energisa Nova Friburgo apresentou receita operacional bruta, sem a receita de construção que é atribuída margem zero, de R$ 233,2 milhões, ante R$ 160,8 milhões registrados em 2014, um aumento de 45,0% (R$ 72,4 milhões). A receita operacional líquida, também deduzida da receita de construção, apresentou aumento de 17,5% (R$ 18,5 milhões) no período, para R$ 124,5 milhões.

Descrição 2015 2014 Variação %
Resultados – R$ milhões
Receita Operacional Bruta 252,6 168,7 +49,7
Receita Operacional Bruta, sem receita de construção 233,2 160,8 +45,0
Receita Operacional Líquida 143,9 113,9 + 26,3
Receita Operacional Líquida, sem receita de construção 124,5 124,5 + 17,5
Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (EBIT) 9,1 6,5 + 40,0
EBITDA 15,2 11,3 + 34,5
EBITDA Ajustado (*) 18,6 12,8 + 45,3
Resultado financeiro (0,1) (3,3) - 97,0
Lucro Líquido 5,8 2,3 + 152,2
Indicadores Financeiros - R$ milhões
Ativo Total 201,1 152,1 + 32,2
Caixa/Equivalentes de Caixa/Aplicações Financeiras 16,9 12,1 + 39,7
Patrimônio Líquido 71,4 58,5 + 22,1
Endividamento Líquido 49,3 46,3 + 6,5
Indicadores Operacionais
Número de Consumidores Cativos (mil) 102,5 100,8 + 1,7
Vendas de energia a consumidores cativos (GWh) 328,9 343,3 - 4,2
Energia Elétrica Total Distribuída (GWh) 328,1 344,0 - 4,6
Perdas de Energia (% últimos 12 meses) 4,75 5,00 + 0,57 p.p
Indicador Relativo
EBITDA Ajustado/Receita Líquida (%) 12,9 11,2 + 1,7 p.p
Endividamento líquido/EBITDA Ajustado 12 meses (vezes) 2,7 3,6 - 25,0
(*) EBITDA Ajustado: EBITDA mais acréscimos moratórios de contas de energia.

Dentre os fatores que impactaram as receitas se destacam:

Gestão das perdas de energia: Embora, em 2015, as perdas de energia apresentaram redução de 0,25 ponto percentual e estão situadas em um baixo patamar de 4,75%.

Com base nos resultados alcançados, em 2015, a administração da Companhia irá propor à Assembleia Geral a distribuição de dividendos à conta do exercício no valor de R$ 1,7 milhão (R$ 101,68570543 por ação), a serem pagos em data a ser definida.

Investimentos

Com foco em projetos que visam ao aprimoramento da qualidade dos serviços prestados e satisfação dos seus clientes, a Energisa Nova Friburgo investiu ao longo dos últimos cinco anos aproximadamente R$ 67,5 milhões, dos quais cerca de R$ 19,7 milhões foram realizados em 2015, o que representa um aumento de 137,3% em relação aos valores investidos no ano anterior. Os investimentos são direcionados à segurança, modernização, reforma e ampliação do sistema elétrico com a finalidade de reduzir a duração e o tempo das interrupções, melhorar a qualidade da energia e contribuir para o crescimento das localidades onde está presente.

Investimentos

Investimentos Valores em R$ milhões

Entre as realizações em 2015, destacam-se:

Índices DEC e FEC

Gestão da Inadimplência: Em 2015, o índice de inadimplência apresentou um crescimento de 0,13 ponto percentual, tendo se situado em 1,29%.

A estabilidade dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) abaixo dos limites regulatórios é um fato a destacar, fruto dos investimentos realizados com base no planejamento correto das necessidades do sistema, bem como de ações específicas realizadas.

Em 2015, o DEC e o FEC apresentaram elevação, em função de ocorrências relevantes de suprimento externo, que afetou toda região da Zona da Mata de Minas Gerais, região serrana e dos lagos do Rio de Janeiro nos meses de janeiro e novembro de 2015. Ainda assim, os resultados ficaram significativamente abaixo dos limites regulatórios, conforme gráficos:

Índices
DEC e FEC

Índices DEC e FEC - Energisa Nova Friburgo

Mercado de energia: Em 2015, as vendas de energia elétrica a consumidores finais (mercado cativo), localizados na área de concessão da Energisa Nova Friburgo, totalizaram 328,9 GWh, redução de 4,2% em relação a 2014. A energia total distribuída, em 2015, foi de 328,1 GWh, ante os 344,0 GWh registrados em igual período do ano passado, ou seja, queda de 4,6.

Energisa Borborema

A Energisa Borborema é uma distribuidora de energia elétrica que atende a aproximadamente 204,7 mil consumidores nos municípios de Campina Grande, Lagoa Seca, Queimadas, Fagundes, Massaranduba e Boa Vista, no Estado da Paraíba.

Os indicadores de desempenho da Companhia e a qualidade dos seus serviços se destacam entre as empresas de distribuição de energia elétrica do Nordeste, o que bem atesta o acerto da gestão empreendida e o compromisso dos seus colaboradores com o desenvolvimento da região e o conforto dos clientes. Em 2015, a Energisa Borborema recebeu o Prêmio Eletricidade da Revista Eletricidade Moderna - Melhor Desempenho em Engenharia, no grupo de empresas médias (companhias com mais de 40 mil consumidores).

A Companhia também obteve a primeira colocação no Prêmio Eloy Chaves entre as distribuidoras que possuem até 500 colaboradores em sua força de trabalho, por destacar-se em índices de segurança e prevenção de acidentes de trabalho. A Medalha Eloy Chaves foi criada em 1980, com o objetivo de premiar as empresas de energia elétrica de todo o Brasil destacadas pela prevenção de acidentes de trabalho.

Resultados Operacionais

Em 2015, a Energisa Borborema apresentou receita operacional bruta, sem a receita de construção que é atribuída margem zero, de R$ 387,8 milhões, ante R$ 245,4 milhões registrados em 2014, um aumento de 58,0% (R$ 142,4 milhões). A receita operacional líquida, também deduzida da receita de construção, cresceu 42,4% (R$ 71,1 milhões) no período, para R$ 238,6 milhões.

Descrição 2015 2014 Variação %
Resultados – R$ milhões
Receita Operacional Bruta 406,5 264,6 + 53,6
Receita Operacional Bruta, sem receita de construção 387,8 245,4 + 58,0
Receita Operacional Líquida 257,3 186,7 + 37,8
Receita Operacional Líquida, sem receita de construção 238,6 167,5 + 42,4
Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (EBIT) 54,0 5,7 + 847,4
EBITDA 59,9 11,5 + 420,9
EBITDA Ajustado* 63,6 14,1 + 351,1
Resultado financeiro 0,3 (3,0) -
Lucro Líquido 44,1 2,6 + 1.596,2
Indicadores Financeiros - R$ milhões
Ativo Total 290,1 227,5 + 27,5
Caixa/Equivalentes de Caixa/Aplicações Financeiras 45,4 13,4 + 238,8
Patrimônio Líquido 132,1 92,0 + 43,6
Endividamento Líquido 6,5 34,6 - 81,2
Indicadores Operacionais
Número de Consumidores Cativos (mil) 204,7 196,2 + 4,3
Vendas de energia a consumidores cativos (GWh) 660,5 694,6 - 4,9
Energia Elétrica Total Distribuída (GWh) 705,4 703,4 + 0,3
Perdas de Energia (% últimos 12 meses) 6,71 5,90 + 0,81 p.p
Indicador Relativo
EBITDA Ajustado/Receita Líquida (%) 24,7 7,6 + 17,1 p.p
Endividamento líquido/EBITDA Ajustado 12 meses (vezes) 0,1 2,5 - 96,0
*EBITDA Ajustado: EBITDA mais acréscimos moratórios de contas de energia.

Dentre os fatores que impactaram as receitas se destacam:

Gestão das perdas de energia: Em 2015, as perdas de energia apresentaram elevação de 0,81 ponto percentual e estão situadas em um baixo patamar de 6,71%. Este aumento pode ser atribuído predominantemente a três fatores:

• transferência dos ativos de distribuição (11 transformadores de força e aproximadamente 21 km de Linhas de Transmissão) da Chesf para a Companhia;

• migração de consumidor industrial para a rede básica; e

• recrudescimento da crise econômica, com reflexo na retração do consumo de energia.

As despesas operacionais, excluindo os custos de construção, totalizaram R$ 184,6 milhões, em 2015, crescimento de 14,2% (R$ 22,9 milhões) quando comparado com 2014. Desse total, as despesas controláveis cresceram R$ 1,8 milhão, totalizando R$ 33,8 milhões. As despesas não controláveis cresceram 20,4%, em 2015, totalizando R$ 140,1 milhões, decorrente da elevação dos custos da energia elétrica comprada em função da hidrologia desfavorável no país.

Em 2015, a Energisa Borborema registrou lucro líquido de R$ 44,1 milhões, ante os R$ 2,6 milhões registrados em 2014, um aumento de 1.596,2%. Por sua vez, a geração operacional de caixa (EBITDA ajustado) atingiu R$ 63,6 milhões, em 2015, contra os R$ 14,1 milhões apurados no ano anterior, aumento de 351,1% no período. Esse desempenho decorre fundamentalmente do maior crescimento das receitas operacionais, vis-à-vis o aumento dos custos operacionais.

Com base nos resultados alcançados em 2015, a Companhia já distribuiu dividendos intercalares à conta do exercício no valor de R$ 11,1 milhões, pagos a partir de:

Além desses dividendos, serão pagos dividendos complementares no total de R$ 22,8 milhões (R$ 77,70866441 por ação), em data a ser definida. Os dividendos totais do exercício somam R$ 33,9 milhões.

Investimentos

Com foco em obras que visam à melhoria da qualidade dos serviços prestados, regularização, construção de redes e ligação de novos clientes, a Energisa Borborema investiu ao longo dos últimos cinco anos aproximadamente de R$ 135,1 milhões, dos quais R$ 57,5 milhões em 2015, o que representa um aumento de 180,5% em relação aos valores investidos no ano anterior. Ressalte-se que do valor em 2015, R$ 40,2 milhões (R$ 1,4 milhão em 2014) referem-se à parcela das obrigações especiais vinculadas ao investimento.

Investimentos

Investimentos Valores em R$ milhões

Entre as realizações em 2015, destacam-se:

Índices DEC e FEC

Gestão da Inadimplência: Em 2015, o índice de inadimplência apresentou um aumento de 0,54 ponto percentual, tendo se situado em 1,31%.

A redução dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), em 2015, é um fato a destacar, fruto dos investimentos realizados com base no planejamento correto das necessidades do sistema, bem como de ações específicas realizadas. O DEC e FEC apresentaram redução de 32,6% e 33,3%, respectivamente, colocando a Energisa Borborema entre as melhores concessionárias do país com até 500 mil clientes.

Indicadores operacionais 2015 2014 Variação
Perdas de energia do sistema próprio (%) 6,71 5,90 + 0,81 p.p
Inadimplência dos consumidores nos últimos 12 meses (%) 1,31 0,77 + 70,1
Pendente (faturamentos mensais a receber) – nº 0,34 0,51 - 33,3
DEC (Duração Equivalente de Interrupções por Consumidor) – horas 5,55 8,23 - 32,6
FEC (Frequência Equivalente de Interrupções por Consumidor) – vezes 3,86 5,79 - 33,3
ISQP (Índice de Satisfação da Qualidade Percebida) - Abradee 86,60 87,40 - 0,9
IASC (índice Aneel de Satisfação do Consumidor) 63,87 64,77 - 1,4

Mercado de energia: Em 2015, as vendas de energia elétrica a consumidores finais (mercado cativo), localizados na área de concessão da Energisa Borborema, somadas à energia associada aos consumidores livres (TUSD), totalizaram 665,2 GWh, redução de 4,9% em relação a 2014. Todas as classes de consumidoras mostraram retração no consumo, exceto a comercial, com crescimento de 3,6% no ano. O consumo industrial, considerando os mercados cativo e livre, reduziu 16,7%, em 2015

Energisa Sergipe

A Energisa Sergipe é uma distribuidora de energia elétrica que atende a aproximadamente 731,5 mil clientes e uma população de 1,8 milhão de habitantes em 63 municípios do Estado de Sergipe, em uma área de 17.465 Km².

O exercício de 2015 ficou marcado pela continuidade da execução do plano de investimento da Energisa Sergipe, visando a constante ampliação da capacidade do seu sistema elétrico, à melhoria na qualidade do fornecimento de energia e o suporte ao seu crescimento de mercado. Todas estas ações estruturadas, associadas aos investimentos realizados posicionam a Companhia entre as melhores empresas de distribuição de energia elétrica.

Resultados Operacionais

Em 2015, a Energisa Sergipe apresentou receita operacional bruta, sem a receita de construção que é atribuída margem zero, de R$ 1,4 bilhão, ante R$ 1,1 bilhão registrado em 2014, um aumento de 25,0% (R$ 283,1 milhões). A receita operacional líquida, também deduzida da receita de construção, apresentou crescimento de 11,0% (R$ 89,9 milhões) no período, para R$ 910,9 milhões.

Descrição 2015 2014 Variação %
Resultados – R$ milhões
Receita Operacional Bruta 1.487,8 1.223,1 + 21,6
Receita Operacional Bruta, sem receita de construção 1.415,2 1.132,1 + 25,0
Receita Operacional Líquida 983,5 912,0 + 7,8
Receita Operacional Líquida, sem receita de construção 910,9 821,0 + 11,0
Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (EBIT) 121,4 162,5 - 25,3
EBITDA 171,6 210,5 - 18,5
EBITDA Ajustado* 187,6 223,9 - 16,2
Resultado financeiro (182,9) (48,5) + 277,1
Lucro Líquido (22,0) 102,2 -
Indicadores Financeiros - R$ milhões
Ativo Total 1.493,0 1.381,3 + 8,1
Caixa/Equivalentes de Caixa/Aplicações Financeiras 115,6 56,1 + 106,1
Patrimônio Líquido 325,4 385,9 - 15,7
Endividamento Líquido 691,1 508,8 + 35,8
Indicadores Operacionais
Número de Consumidores Cativos (mil) 731,5 708,5 + 3,2
Vendas de energia a consumidores cativos (GWh) 2.446,3 2.398,7 + 2,0
Energia Elétrica Total Distribuída (GWh) 3.635,8 3.487,2 + 4,3
Perdas de Energia (% últimos 12 meses) 8,83 9,14 - 0,31 p.p
Indicador Relativo
EBITDA Ajustado/Receita Líquida (%) 19,1 24,6 - 5,5 p.p
Endividamento líquido/EBITDA Ajustado 12 meses (vezes) 3,7 2,3 + 60,9
*EBITDA Ajustado: EBITDA mais acréscimos moratórios de contas de energia.

Dentre os fatores que impactaram as receitas se destacam:

Gestão das perdas de energia: Em 2015, as perdas de energia apresentaram redução de 0,31 ponto percentual e estão situadas em um baixo patamar de 8,83%.

As despesas operacionais, excluindo os custos de construção, totalizaram R$ 789,4 milhões, em 2015, crescimento de 19,9% (R$ 130,9 milhões) com 2014. Desse total, as despesas controláveis registraram queda de R$ 800 mil, totalizando R$ 144,7 milhões. Já as despesas não controláveis, em 2015 cresceram 27,4%, totalizando R$ 572,4 milhões, decorrente da elevação dos custos da energia elétrica comprada em função da hidrologia desfavorável no país.

Em 2015, a Energisa Sergipe registrou prejuízo de R$ 22,0 milhões, ante o lucro líquido de R$ 102,2 milhões registrados em 2014, em decorrência, principalmente, do resultado financeiro e da elevação dos custos de energia comprada. A geração operacional de caixa (EBITDA ajustado) atingiu R$ 187,7 milhões, em 2015, contra os R$ 223,9 milhões apurados no ano anterior, redução de 16,2%, decorrente, em grande parte, do menor crescimento das receitas líquidas, vis-à-vis o aumento dos custos operacionais, principalmente de energia comprada.

Investimentos

Com foco em projetos que visam ao aprimoramento da qualidade dos serviços prestados e satisfação dos seus clientes, a Energisa Sergipe investiu ao longo dos últimos cinco anos R$ 421,7 milhões, dos quais R$ 75,8 milhões, em 2015.

Investimentos

Investimentos Valores em R$ milhões

Entre as realizações em 2015, destacam-se:

Índices DEC e FEC

Gestão da Inadimplência: Em 2015, o índice de inadimplência apresentou um aumento de 0,59 ponto percentual, tendo se situado em 1,90%.

A redução dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), em 2015, é um fato a destacar, fruto dos investimentos realizados com base no planejamento correto das necessidades do sistema bem como de ações do Grupo de Melhoria e Apoio à Qualidade (GMAQ), grupo criado neste ano com o envolvimento de toda a empresa com ações adicionais estruturadas com foco na redução destes indicadores de continuidade. O DEC e FEC apresentaram redução de 15% e 17%, respectivamente.

Indicadores operacionais 2015 2014 Variação
Perdas de energia do sistema próprio (%) 8,83 9,14 - 0,31 p.p
Inadimplência dos consumidores nos últimos 12 meses (%) 1,90 1,31 + 0,59 p.p
Pendente (faturamentos mensais a receber) – nº 0,67 0,73 - - 8,2
DEC (Duração Equivalente de Interrupções por Consumidor) – horas 13,40 15,70 - 14,6
FEC (Frequência Equivalente de Interrupções por Consumidor) – vezes 7,78 9,39 - 17,1
ISQP (Índice de Satisfação da Qualidade Percebida) - Abradee 84,80 84,10 + 0,8
IASC (índice Aneel de Satisfação do Consumidor) 58,81 58,84 - 0,1

Mercado de energia: Em 2015, as vendas de energia elétrica a consumidores finais (mercado cativo), localizados na área de concessão da Energisa Sergipe, somadas à energia associada aos consumidores livres (TUSD), totalizaram 3.151,6 GWh, redução de 1,8% em relação a igual período do ano anterior. A classe de consumo que mostrou melhor desempenho foi a rural, com crescimento de 12,6%, seguida pelas classes residencial e comercial, que apresentaram aumento de consumo de 3,5% e 2,3%, respectivamente, no período. O consumo industrial, considerando os mercados cativo e livre, reduziu 10,2% em 2015.

Distribuidoras adquiridas do Grupo Rede

A Rede Energia S/A tem como base dos seus negócios a distribuição de energia elétrica, sendo responsável por oito distribuidoras localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo e Paraná, que compreende 436 municípios. A base comercial das distribuidoras da Rede Energia abrange aproximadamente 3,6 milhões de unidades consumidoras e envolve uma população de 9,1 milhões de habitantes.

Resultados Operacionais

Em 2015 a Rede Energia apresentou receita operacional bruta consolidada, sem a receita de construção, a qual é atribuída margem zero, de R$ 11,7 bilhões, ante R$ 6,2 bilhões registrados em igual período do ano anterior. Já a receita operacional líquida consolidada, igualmente sem a receita de construção, foi para R$ 7,0 bilhões, contra os R$ 4,4 bilhões em 2014.

Descrição 2015 2014
(Reclassificado)
Variação %
Resultados – R$ milhões
Receita Operacional Bruta 12.758,7 6.773,7 + 88,4
Receita Operacional Bruta, sem receita de construção 11.689,0 6.248,0 + 87,1
Receita Operacional Líquida 8.036,3 4.889,4 + 64,4
Receita Operacional Líquida, sem receita de construção 6.966,6 4.363,7 + 59,6
Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (EBIT) 432,8 974,7 - 55,6
EBITDA 1.195,0 1.276,1 - 6,4
EBITDA Ajustado 1.538,4 1.218,5 + 26,5
Resultado financeiro (271,2) 1.405,1 -
Lucro Líquido 424,9 1.718,0 - 75,3
Indicadores Financeiros - R$ milhões
Ativo Total 12.936,8 11.915,8 + 8,6
Caixa/Equivalentes de Caixa/Aplicações Financeiras 1.056,7 1.330,1 - 20,6
Patrimônio Líquido 2.340,9 1.956,4 + 19,7
Endividamento Líquido 2.595,8 1.987,9 + 30,6
Indicadores Operacionais
Número de Consumidores Cativos (mil) 3.576,7 3.476,3 + 2,9
Vendas de energia a consumidores cativos (GWh) 16.949,4 16.688,6 + 1,6
Energia Elétrica Total Distribuída (GWh) 19.092,1 18.948,1 + 0,8
Indicador Relativo
EBITDA Ajustado/Receita Líquida (%) 19,1 24,9 - 5,8 p.p
Endividamento líquido/EBITDA Ajustado 12 meses (vezes) 1,7 1,6 + 6,3
*EBITDA Ajustado: EBITDA mais acréscimos moratórios de contas de energia.

Gestão das perdas de energia: Em 2015, as perdas de energia da Rede Energia (média das oito distribuidoras) apresentaram redução de 0,10 ponto percentual e estão situadas em um baixo patamar de 9,33%.

As despesas operacionais, excluindo os custos de construção, totalizaram R$ 6,5 bilhões em 2015, aumento de 92,8% (R$ 3,1 bilhões) quando comparado com 2014. Desse total, as despesas controláveis cresceram R$ 287,4 milhões, totalizando R$ 1,1 bilhão. As despesas não controláveis cresceram R$ 2,2 bilhões, em 2015, totalizando R$ 4,7 bilhões.

O lucro líquido da Rede Energia em 2015 foi de R$ 424,9 milhões, contra R$ 1,7 bilhão registrados em 2014. Vale lembrar que o resultado em 2014 está acrescido por receitas financeiras líquidas dos ajustes a valor presente e valor justo dos ativos e passivos da Rede Energia, no montante de R$ 2,1 bilhões.

A geração consolidada de caixa ajustada (EBITDA Ajustado), por sua vez, totalizou R$ 1,5 bilhão, em 2015, contra uma geração consolidada de caixa ajustada de R$ 1,2 bilhão em 2014. Desconsiderando os efeitos da venda de ativos de geração da Rede Energia, a geração consolidada de caixa ajustada recorrente seria de R$ 1,3 bilhão em 2015.

Lucro Líquido

Exercício
Valores em R$ milhões 2015 2014 (*) Var. %
Energisa Mato Grosso do Sul 109,6 33,4 + 228,1
Energisa Mato Grosso 45,2 104,8 - 56,9
Energisa Tocantins 68,4 66,8 + 2,4
Vale Paranapanema 31,6 17,3 + 82,7
Caiuá 93,7 20,1 + 366,2
Nacional 19,9 25,1 - 20,7
Força e Luz do Oeste 6,5 4,9 + 32,7
Bragantina 4,6 30,0 - 84,7
Rede Energia Consolidada 424,9 1.718,0 - 75,3
* Para efeito comparativo, foram considerados os resultados das empresas da Rede Energia como se fossem controladas pela Energisa em 2014

Em face dos resultados registrados pela Rede Energia em 2015, a administração irá propor à Assembleia Geral de Acionistas a distribuição de dividendos no montante de R$ 102,9 milhões, (R$ 0,06002260724 por ação), em data a ser definida. Importante ressaltar que a Rede Energia S/A – Em Recuperação Judicial voltou a ter controle sobre as decisões econômicas e operacionais das suas distribuidoras de energia elétrica em 11 de abril de 2014, razão pela qual a partir daquela data os respectivos ativos voltaram a ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial e consequentemente consolidados.

Receita líquida
por segmento

Exercício
Valores em R$ milhões 2015 2014 (*) Var. %
Energisa Mato Grosso (*) 3.483,4 2.637,9 + 32,1
Energisa Mato Grosso do Sul (*) 2.031,7 1.663,5 + 22,1
Energisa Tocantins (*) 1.090,7 758,2 + 43,9
Caiuá (*) 445,9 356,7 + 25,0
Vale Paranapanema (*) 339,7 279,9 + 21,4
Bragantina (*) 304,5 245,2 + 24,2
Nacional (*) 221,3 186,2 + 18,9
Força e Luz do Oeste (*) 105,2 87,2 + 20,6
*Para efeito comparativo, foram considerados os resultados das empresas da Rede Energia como se fossem controladas pela Energisa em 2014.

A Rede Energia, por meio de suas subsidiárias, recebeu também o montante de R$ 75,5 milhões, provenientes dos recursos da conta ACR (Conta no Ambiente de Contratação Regulada), repassados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para a cobertura da exposição involuntária no Mercado de Curto Prazo (MCP) e o despacho termoelétrico vinculado aos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado, na modalidade por disponibilidade (CCEAR-D), relativo aos meses de novembro e dezembro de 2014. A Aneel também homologou recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repassados a Rede Energia pelas Centrais Elétricas Brasileiras S/A – Eletrobras, referentes a subsídios tarifários concedidos aos consumidores de baixa renda e usuários do serviço público de distribuição de energia elétrica no montante de R$ 468,1 milhões.

O valor foi registrado pela Companhia como receita operacional. Os valores por distribuidora são os seguintes:

Recursos ACR – Cobertura de Custos (R$ milhões) Recursos Decreto 7.891 e Baixa Renda (R$ milhões) Total (R$ milhões)
Energisa Mato Grosso 8,1 231,9 240,0
Energisa Mato Grosso do Sul 14,3 160,9 175,2
Energisa Tocantins 35,4 62,6 98,0
Caiuá 6,7 4,1 10,8
Bragantina 6,2 1,7 7,9
Vale Paranapanema 1,1 4,0 5,1
Nacional 3,7 0,9 4,6
Força e Luz do Oeste - 2,0 2,0
Total 75,5 468,1 543,6
(*) ACL – Ambiente de Contratação Livre.

As distribuidoras da Rede Energia possuíam, em 31 de dezembro de 2015, créditos de subvenção tarifária e baixa renda no montante de R$ 193,6 milhões, relativos ao período de abril de 2014 a dezembro de 2015, que foram ressarcidos integralmente pela Eletrobras, por meio da Conta de Desenvolvimento Energético, entre janeiro e fevereiro de 2016.

Além desse saldo, a Rede Energia detém créditos de sub-rogação de CCC (Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis) no montante de R$ 39,7 milhões, em função do direito de uso da CCC, devido à implantação de projetos elétricos que proporcionaram a redução do dispêndio da CCC, contribuindo para a modicidade das tarifas aos consumidores finais. Desse montante de créditos de sub-rogação, R$ 11,8 milhões foram recebidos em fevereiro de 2016.

O Rede Energia tem contabilizado em 31 de dezembro de 2015, créditos líquidos da Conta de Compensação de Variação dos Valores de Itens da Parcela A (CVA) no montante de R$ 369,0 milhões (R$ 166,2 milhões em 31 de dezembro de 2014). A CVA é o mecanismo regulatório instituído pela Portaria Interministerial nº 25/02 destinado a registrar as variações de custos relacionados à compra de energia, transporte de energia e encargos setoriais, ocorridas no período entre os eventos tarifários da distribuidora, de modo a garantir a neutralidade dos efeitos desses custos sobre o resultado uma vez que estes não são gerenciados pela empresa, denominados Parcela A.

Em 25 de novembro de 2014, a Aneel decidiu aditar os contratos de concessão e permissão das distribuidoras de energia elétrica, com vistas a eliminar eventuais incertezas, até então existentes, quanto ao reconhecimento e à realização das diferenças temporais cujos valores são repassados anualmente na tarifa de distribuição de energia elétrica através do mecanismo anteriormente descrito, CVA, e outros itens financeiros. As controladas assinaram junto a Aneel aditivo ao contrato de concessão com inclusão de cláusula especifica que possibilitou o reconhecimento contábil dos ativos e passivos regulatórios como ativo ou passivo financeiro. Os valores reconhecidos de ativos e passivos regulatórios tem como contrapartida a receita de venda de bens e serviços.

Investimentos

Com foco na melhoria dos serviços prestados, as distribuidoras da Rede Energia realizaram investimentos no montante de R$ 1,2 bilhão, em 2015, incremento de 66,2% (R$ 467,5 milhões) em relação ao investido em 2014. Os investimentos por controlada estão detalhados no quadro a seguir:

Exercício Variação
Investimentos
Valores em R$ milhões
2015 2014 % R$ milhões
Energisa Mato Grosso 494,0 304,2 + 62,4 + 189,8
Energisa Tocantins 316,6 95,6 + 231,2 + 221,0
Energisa Mato Grosso do Sul 220,1 219,7 + 0,2 + 0,4
Caiuá 54,1 28,9 + 87,2 + 25,2
Bragantina 31,5 19,7 + 59,9 + 11,8
Nacional 27,1 16,8 + 61,3 + 10,3
Vale Paranapanema 24,7 16,4 + 50,6 + 8,3
Força e Luz do Oeste 5,4 4,7 + 14,9 + 0,7
Total 1.173,5 706,0 + 66,2 + 467,5
(*) Ativos alienados em 31 de março de 2015

Índices DEC e FEC

Gestão da Inadimplência: Em 2015, o índice de inadimplência da Rede Energia (média das oito distribuidoras) apresentou um aumento de 0,24 ponto percentual, tendo se situado em 1,82%.

Os altos incrementos extraordinários de tarifas impactaram todas as concessionárias do país nos indicadores de avaliação dos índices de satisfação dos consumidores (IASC e ISQP), onde as distribuidoras da Rede Energia também não fugiram a esta tendência. Também em 2015, principalmente a partir de setembro, as severas variações climáticas se intensificaram, refletindo em forte aumento do volume de descargas atmosféricas, superando em muito a média histórica, e afetando os indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). Apesar dos investimentos realizados pelas empresas com base no planejamento das necessidades dos sistemas elétricos, bem como de ações específicas realizadas, os indicadores DEC e FEC, em 2015, posicionaram-se da seguinte maneira:

DEC FEC
Empresa 2015 2014 Var % 2015 2014 Var %
Força e Luz do Oeste 5,19 5,92 - 12,3 4,61 5,68 - 18,8
Vale Paranapanema 7,06 6,43 + 9,8 5,15 5,57 - 7,5
Nacional 7,73 6,82 + 13,3 9,38 9,28 + 1,1
Caiuá 11,81 9,02 + 30,9 9,06 7,70 + 17,7
Energisa Mato Grosso do Sul 13,92 12,87 + 8,2 7,15 7,26 - 1,5
Bragantina 15,33 11,37 + 34,8 9,43 8,00 + 17,9
Energisa Mato Grosso 30,25 27,99 + 8,1 24,13 20,60 + 17,1
Energisa Tocantins 33,22 33,13 + 0,3 16,10 14,35 + 12,2

Mercado de energia: Em 2015, a energia elétrica total comercializada pela Rede Energia somou 19.929,4 GWh. Considerando o volume comercializado pelas distribuidoras da Rede Energia em 2014, esse montante comercializado representa um aumento de 2,3%, em base pró-forma.